Elmar Juan Passos Varjão Bomfim está entre os profissionais que entendem que liderar uma grande obra não é o mesmo que administrar uma empresa convencional. À frente da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, ele atua em um ambiente onde variáveis técnicas, humanas e logísticas se cruzam todos os dias, e onde a margem para improviso é quase nula.
Ao gerenciar um projeto de infraestrutura de grande porte exige uma capacidade que raramente aparece nos currículos: tomar decisões com informação incompleta, sem paralisar o avanço da obra e sem comprometer a segurança de quem trabalha nela.
O que diferencia um gestor de obras de um gestor de alto desempenho?
A resposta não está nos certificados. Mas na forma como a pessoa reage quando o fornecedor não entrega, quando o solo apresenta uma surpresa que o laudo não antecipou, quando a chuva atrasa três frentes simultâneas e o cliente cobra prazo.
Gestores de alto desempenho dominam o cronograma físico-financeiro com profundidade suficiente para saber, sem olhar para a planilha, quais atividades estão no caminho crítico. Além disso, constroem relações com fornecedores que funcionam nos momentos de pressão e comunicam com clareza tanto para o cliente quanto para os encarregados que executam o trabalho diário.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim consolidou essa visão ao longo de uma trajetória que inclui obras de diferentes escalas e complexidades. Nesse contexto, o repertório formado em grandes projetos não se improvisa e faz diferença quando o canteiro enfrenta suas inevitáveis turbulências.
Planejamento integrado: a ferramenta mais subutilizada na construção civil
O planejamento que considera simultaneamente escopo, prazo, custo, qualidade e riscos ainda é raro fora das grandes empresas. Isso porque a maioria dos projetos de médio porte opera com um cronograma básico desconectado da realidade do canteiro. O resultado é previsível: desvios de prazo que se acumulam silenciosamente, estouro de orçamento que aparece quando já não há como renegociar e conflitos entre equipes que não compartilham a mesma leitura do projeto.

Conforme aponta o CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a metodologia de planejamento por fases, com metas intermediárias e revisões periódicas, transforma o cronograma de documento estático em ferramenta viva de gestão.
Inovação tecnológica e o novo padrão de gestão de projetos
O BIM passou de curiosidade técnica a requisito em projetos públicos federais e em contratos com grandes players privados. Por isso, drones para monitoramento de avanço físico, sensores para controle estrutural e plataformas de gestão colaborativa estão deixando de ser diferenciais para se tornarem padrão. Todavia, a empresa que ainda gerencia grandes obras só com visita semanal e e-mail opera com desvantagem competitiva crescente.
Eficiência operacional é método, não corte de custo
Em obras de infraestrutura, as principais perdas são: tempo de espera por decisão, retrabalho por falta de informação e máquina parada por falta de abastecimento. Portanto, mapear e eliminar essas perdas é o trabalho real de quem quer aumentar a margem sem aumentar o preço.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim aplica essa lógica na André Guimarães Engenharia e Infraestrutura. Em um mercado onde margens são pressionadas e prazos encurtam, eficiência operacional deixou de ser opção para se tornar a principal vantagem competitiva sustentável. Grandes obras pedem líderes que conhecem o chão do canteiro. A distância entre o gestor e a execução é onde os projetos começam a falhar.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
