Tecnologia como aliada

O aumento da segurança viária, por meio da implementação de tecnologias simples, mas efetivas, sem dúvida está entre elas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1,35 milhão de pessoas morrem por ano em acidentes de trânsito. A maioria desses óbitos atinge pedestres, ciclistas, motoristas e motociclistas, especialmente em países em desenvolvimento. Ainda de acordo com a OMS, os acidentes de trânsito são a maior causa de morte entre pessoas de 5 a 29 anos.

De acordo com Marcio Andrey Teixeira, membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), maior organização técnico-profissional global, essa realidade pode ser impactada positivamente com o 5G. “A implementação de semáforos inteligentes, o monitoramento em tempo real dos veículos de transporte público, além do efetivo desenvolvimento da direção autônoma, são tecnologias que irão revolucionar muito esse campo”, explica.

Segundo o especialista, além de Brasília, outras cidades já se estruturaram para iniciar testes com a tecnologia. Sorocaba (SP) é uma delas: será a primeira da região Sudeste do País a receber um sistema de iluminação pública equipado com a tecnologia, previsto para entrar em funcionamento em agosto.

A medida é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Sorocaba e o Ministério das Comunicações, por meio do Programa Conecta 5G, via Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Além de aumentar a segurança das vias para pedestres e veículos, com o fornecimento de energia sem falhas, a ideia é possibilitar, também, acesso à internet de alta velocidade para pessoas e empresas.

Veículos autônomos
Segundo Rodrigo Calmonero, CEO e fundador da Gringo, aplicativo que centraliza diversos serviços para veículos, a utilização em larga escala das ferramentas tecnológicas certas pode ser aplicada para solucionar os problemas do trânsito e amentar a segurança das pessoas. “Além dos semáforos inteligentes, controlados por um software que faz as alterações em tempo real, mantendo o sincronismo e ‘onda verde’ das vias, câmeras inteligentes e equipamentos com reconhecimento óptico de caracteres, podem auxiliar no monitoramento e rastreamento de veículos”, afirma.

Indo um pouco além, com foco na diminuição dos acidentes causados por erro humano, Calmonero menciona a direção autônoma e outros recursos. “A popularização de outros sistemas de segurança embarcada também está a pleno vapor e devem ser massificados nos veículos. Alguns exemplos são a disseminação de sensores que alertam sobre o cansaço do motorista, mudanças de faixa não intencionais, objetos no ponto cego, além de sistemas de frenagem anti-colisão e de controle de estabilidade”, complementa.

Falta de manutenção
Em outra frente, o fundador da Gringo cita o crescente número de aplicativos voltados para a rotina do trânsito e para controle de manutenções. “Em sua maioria gratuitos, eles podem realizar o planejamento do trajeto com as melhores opções de rota, difundir programas educacionais de trânsito, resolver pendências relacionadas ao veículo e aos motoristas, com serviços personalizados de regularização perante os órgãos públicos, além do controle de revisões”, diz.

De acordo com levantamento feito pela Polícia Rodoviária Federal, os defeitos mecânicos figuram entre as principais causas de colisões em rodovias federais do País. Entre 2017 a 2019, mais de 12 mil acidentes de trânsito foram consequência de defeitos mecânicos.

 

 

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