Voluntários que ofereciam abraços a candidatos do Enem no RJ mudam de estratégia na epidemia e agora distribuem incentivos


Com cartazes, evangélicos desejavam sorte aos estudantes na porta de universidade da Baixada Fluminense neste domingo (24), segundo dia de provas. Voluntários com cartazes na Unigranrio, em Caxias
Cristina Boeckel/G1
Voluntários da Igreja Missionária Evangélica Maranata 25 de Agosto, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, tinham uma rotina de apoio a candidatos do Enem na porta da Unigranrio — um dos maiores locais de prova da cidade: eles ofereciam abraços como uma forma de apoio moral.
Nesta edição do Exame Nacional do Ensino Médio, no meio da pandemia da Covid-19, a estratégia mudou: cartazes com orações e palavras de incentivo.
“A importância é incentivar e trazer mensagens positivas e de autoestima. Muita gente não teve condições de se preparar. Nossa intenção é mostrar que não estão sozinhos, tem gente junto, torcendo e orando”, contou a fisioterapeuta Patricia Sousa, que participa da iniciativa há três anos.
Após a abertura dos portões, as reações dos estudantes são diversas: alguns passam direto, outros sorriem de volta e agradecem o “boa prova” — que vem acompanhado de um sorriso.
Voluntários com cartazes na Unigranrio, em Caxias
Cristina Boeckel/G1
A professora Tamara Nascimento, que leciona história há oito anos, conhece a rotina das salas de aula e destaca que, mesmo respeitando as medidas de isolamento social, o apoio é o mesmo.
“A gente abraça de outra forma. Oferece uma palavra amiga. Se alguém perder a prova, a gente fala para não desistir”, disse a professora.
Os voluntários destacam que, mesmo enfrentando dificuldades, os estudantes que prestam o Enem este ano são corajosos e, caso não consigam a vaga com a qual sonham, não devem se abater.
“Independentemente do resultado, a vida tem muitas possibilidades. Somos sobreviventes disso tudo. Essas pessoas que estão aqui são a possibilidade de transformação na vida de outras pessoas”, afirmou o administrador de empresas Levy Rodrigues.
Porta da Unigranrio, em Caxias, no segundo dia de provas do Enem
Cristina Boeckel/G1
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