'Vim dar o meu melhor', diz jovem que perdeu familiares para a Covid-19 e faz Enem com medo


Taissa Franco descreve que sentiu os impactos da pandemia, mas seguiu com estudos com foco no futuro. Ela encara 1º dia de provas em Macapá, neste domingo (17). Taissa Franco descreve que sentiu os impactos da pandemia, mas seguiu com estudos com foco no futuro; ela faz o Enem neste domingo (17), em Macapá
Victor Vidigal/G1
Mesmo tendo familiares que morreram com Covid-19 e com medo de ser infectada pelo novo coronavírus, a estudante Taissa Franco, de 18 anos, conta que a oportunidade de um bom futuro profissional através do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi o que a motivou a encarar a prova neste domingo (17) em Macapá.
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No Amapá, 46,4 mil estudantes fazem o exame que dá oportunidade para ingressar no ensino superior.
Taissa lembrou do ano difícil que teve que enfrentar para se preparar para o Enem e do medo em fazer a prova ainda em meio à pandemia da Covid-19. Ela quer usar o desempenho no exame para cursar psicologia.
“Tive muita ansiedade. Esse ano não foi um ano fácil, perdi meus familiares. Então a gente sentiu na pele, principalmente o estudante. Nota não define o que a gente é. A gente sente medo [de ser infectado], porque no nosso país a organização da saúde é precária. Mas é o meu futuro que está em jogo, então eu precisei vir aqui e dar o meu melhor”, disse a estudante.
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