Unicamp homologa três candidaturas para disputa da reitoria; veja programas de gestão

Uma das entradas do campus da Unicamp em Campinas — Foto: Antoninho Perri / Unicamp 1 de 4
Uma das entradas do campus da Unicamp em Campinas — Foto: Antoninho Perri / Unicamp

Uma das entradas do campus da Unicamp em Campinas — Foto: Antoninho Perri / Unicamp

A Unicamp homologou três candidaturas para disputa da reitoria, nesta sexta-feira (5), durante uma reunião virtual realizada pela comissão organizadora do processo (COC) na universidade estadual. A comunidade acadêmica será consultada em março e a escolha, que será finalizada com a nomeação pelo governador de São Paulo, define quem vai suceder o físico Marcelo Knobel e estará à frente da instituição entre 19 de abril deste ano até dezembro de 2024. Veja abaixo calendário e programas.

Os professores inscritos, por ordem alfabética em publicação no site da Secretaria Geral, são:

Mario Saad – Faculdade de Ciências Médicas

Mario Saad, candidato a reitor da Unicamp em 2021 — Foto: Antoninho Perri / Unicamp 2 de 4
Mario Saad, candidato a reitor da Unicamp em 2021 — Foto: Antoninho Perri / Unicamp

Mario Saad, candidato a reitor da Unicamp em 2021 — Foto: Antoninho Perri / Unicamp

Sérgio Salles-Filho – Instituto de Geociências

Sergio Salles-Filho, candidato a reitor da Unicamp em 2021 — Foto: Antonio Scarpinetti / Unicamp 3 de 4
Sergio Salles-Filho, candidato a reitor da Unicamp em 2021 — Foto: Antonio Scarpinetti / Unicamp

Sergio Salles-Filho, candidato a reitor da Unicamp em 2021 — Foto: Antonio Scarpinetti / Unicamp

Tom Zé – Faculdade de Engenharia de Alimentos

Tom Zé, candidato a reitor da Unicamp em 2021 — Foto: Antonio Scarpinetti / Unicamp 4 de 4
Tom Zé, candidato a reitor da Unicamp em 2021 — Foto: Antonio Scarpinetti / Unicamp

Tom Zé, candidato a reitor da Unicamp em 2021 — Foto: Antonio Scarpinetti / Unicamp

No site da Secretaria Geral há, ainda, link para sites de campanha e e-mails para contato.

Consulta acadêmica

A consulta na Unicamp será por votação eletrônica, com e-voto. A universidade foi fundada em 1.966 e a comunidade escolherá o 13º reitor da história. Confira abaixo quem participa e perfil da instituição.

  • 1º turno: 10/03 e 11/03
  • 2º turno: 24/03 e 25/03

Segundo o presidente da COC, professor Pascoal Pagliuso, o 2º turno será necessário na hipótese de nenhum dos candidatos receber mais de 50% dos votos válidos da comunidade acadêmica. Com isso, está prevista a formalização da lista com o resultado, incluindo os três nomes, em sessão marcada para 6 de abril no Conselho Universitário (Consu). Caso seja desnecessário, os números da consulta serão indicados ao governador, João Doria (PSDB), após a reunião marcada para 23 de março.

O número de concorrentes neste ano representa uma diminuição no comparativo com a consulta anterior, quando foram cinco. Além disso, é a mesma quantidade verificada em 2009.

“Eu acredito que é circunstancial pela qualidade das chapas. A partir do momento em que há articulações de pensamentos, grupos, filosofia de gestão, acabam agrupando e diminui a chance de candidatos independentes com poucas chances de cativar a escolha da maioria. São três grupos de pessoas que conseguiram criar candidaturas fortes. Não tem efeito nenhum da pandemia, é uma impressão”, avalia Pagliuso, docente do Instituto de Física. A reunião desta sexta durou uma hora.

Ele destaca, contudo, que a crise sanitária vai provocar reflexos no processo. Os candidatos estão proibidos, por exemplo, de realizar distribuições de panfletos e marcadores de livros, o que ocorria em edições anteriores. “Decidimos que não pode ser feito para evitar aglomerações”, destaca.

O docente explica ainda que, por outro lado, está liberada a fixação de cartazes em alguns pontos da universidade com atividades presenciais, desde que cada chapa nomeie uma equipe que irá aos pontos e haja autorização do responsável pelo setor. “É uma decisão diferente dos outros anos”.

Com isso, a campanha deve ocorrer sobretudo pelos sites das chapas e perfis dos candidatos, além de recursos destacados pela Unicamp no site da Secretaria Geral. A universidade, explica Pagliuso, estuda a hipótese de um debate remoto, que ainda terá data discutida com os três candidatos.

“Só a equipe de condução estará na sala do Consu, com candidatos em salas separadas ou nas próprias salas. Certamente não haverá presencial por completo, com os candidatos e público.”

Quem pode votar?

Segundo a Unicamp, podem votar os professores, servidores técnico-administrativos e alunos dos cursos de graduação e pós. A votação será eletrônica e, por isso, a universidade diz que cada participante deve garantir que a conta de e-mail institucional esteja ativa e operacional.

“Caso use e-mail de redirecionamento, o provedor indicado não deverá bloquear a entrega de mensagens originadas pelo remetente [email protected], ou exigir passo de confirmação para liberar a mensagem do referido remetente”, diz nota da assessoria.

A universidade destaca, em outro trecho, que antes da pandemia já trabalhava na infraestrutura para permitir consulta remota antes da pandemia, e que o voto eletrônico é usado “há mais de uma década”.

Além disso, admite que o processo atual permite voto nulo, mas adianta que pretende discutir modificação de legislação interna para que eles sejam eliminados. “Em sistemas eletrônicos não existe por definição a possibilidade de voto nulo, que eleições em papel tinham. Quanto menos modificações no software original, melhor do ponto de vista da transparência do processo’, diz texto.

Perfil da Unicamp

A universidade tem orçamento estimado em R$ 2,84 bilhões, incluindo R$ 208,6 milhões de uma reserva financeira com objetivo de cobrir déficit de anos anteriores e o total previsto neste exercício.

Atualmente, ela é responsável por 8% da pesquisa acadêmica no país e tem 37 mil alunos matriculados em 65 cursos de graduação e 158 de pós. Já o quadro de funcionários ativos é formado por aproximadamente 2 mil professores e 7,1 mil servidores técnico-administrativos.

Além dos campi instalados em Campinas (SP), Limeira (SP) e Piracicaba (SP), a universidade estadual também contabiliza as áreas de dois colégios técnicos – Cotuca (Campinas) e Cotil (Limeira) – além do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas, em Paulínia (SP).

A Comissão Organizadora da Consulta (COC) é formada por quatro diretores de unidades, sendo um representante de cada área do conhecimento; três docentes; um discente; um servidor técnico-administrativo e um membro da comunidade externa. Outras informações estão no site da Unicamp.