Segundo dia do Enem em Belém é de movimento tranquilo; candidatos relatam problemas na preparação

Segundo dia de provas do Enem em Belém — Foto: Caio Maia 1 de 3
Segundo dia de provas do Enem em Belém — Foto: Caio Maia

Segundo dia de provas do Enem em Belém — Foto: Caio Maia

O segundo dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (24), em Belém, foi de escolas vazias e pouca movimentação. Devido à pandemia da Covid-19 muitos candidatos que estavam inscritos no processo optaram por não fazer o teste As provas ocorrem em meio à alta no número de casos de coronavírus.

No primeiro dia de provas do exame, no dia 17 de dezembro, a abstenção foi recorde: 51,5%. O presidente do Inep, Alexandre Lopes, ressaltou que a aplicação das primeiras provas foi “tranquila do ponto de vista da saúde sanitária.”

O Enem é considerado o maior vestibular do país, e a nota serve para disputar vagas em universidades e ter acesso a programas de bolsas (Prouni) e financiamento de mensalidade (Fies). Os estudantes terão 4h30 para responder a 90 questões de múltipla escolha (45 de Ciências da Natureza e 45 de Matemática).

Até às 20h deste sábado (23), oito estados e o Distrito Federal estão com alta nas mortes: MG, MT, AM, RO, RR, TO, AL e SE.

Candidatos relatam dificuldades na preparação

Lídia Lima e a mãe esperando o início do segundo dia de provas do Enem, em Belém — Foto: Caio Maia 2 de 3
Lídia Lima e a mãe esperando o início do segundo dia de provas do Enem, em Belém — Foto: Caio Maia

Lídia Lima e a mãe esperando o início do segundo dia de provas do Enem, em Belém — Foto: Caio Maia

Por conta do cancelamento das aulas presenciais na rede pública, muitos estudantes paraenses relataram problemas no momento da preparação. A estudante Lídia Lima, de 17 anos, contou que usou a internet para se preparar. Mas, apesar disso, os estudos ficaram comprometidos por conta da pandemia.

“É a segunda vez que eu faço o Enem. Foi meio difícil se preparar para isso. Muito pela pressão da própria prova, quanto pela preparação, que não sabíamos como ia acontecer depois do adiamento da primeira prova. Entramos em uma segunda onda e chegamos a pensar que a prova seria adiada, mas acabou não sendo. Fiquei um pouco preocupada como seria a realização dessa prova, mas me sinto preparada. Outro problema foi com os estudos. É complicado estudar sozinha, em casa”, conta.

Cibele Cunha antes do segundo dia de provas do Enem em Belém — Foto: Caio Maia 3 de 3
Cibele Cunha antes do segundo dia de provas do Enem em Belém — Foto: Caio Maia

Cibele Cunha antes do segundo dia de provas do Enem em Belém — Foto: Caio Maia

Cibele Cunha, de 28 anos, também falou sobre problemas na preparação. Ela conta que não possui rede de internet wi-fi em casa e, por conta disso, precisou estudar com a banda larga do celular. Cibele conta que gastou muito dinheiro com isso, além de ter que conciliar os estudos com o cuidados dos filhos e da casa.

“Eu ia fazer um cursinho pré-Enem, mas por conta da pandemia eu não fiz. Me preparei pela internet. É complicado conciliar os estudos com o cuidado dos filhos. Eu tive o apoio da minha irmã enquanto estudava, pra ficar com as crianças. Tudo eu fazia pelo celular, eu colocava créditos semanalmente e estudava, mas saiu bem caro”.