Primeiro dia de provas do Enem em Belém é de movimento tranquilo e candidatos confiantes

Movimento tranquilo no primeiro dia de provas do Enem em Belém — Foto: Caio Maia 1 de 3
Movimento tranquilo no primeiro dia de provas do Enem em Belém — Foto: Caio Maia

Movimento tranquilo no primeiro dia de provas do Enem em Belém — Foto: Caio Maia

O primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste domingo (17), em Belém, foi tranquilo em relação aos anos anteriores. Devido a pandemia de Covid-19, muitos candidatos que estavam inscritos no processo, optaram por não fazer o teste. As provas, ocorrem em meio à alta no número de casos de coronavírus.

O Enem é considerado o maior vestibular do país, e a nota serve para disputar vagas em universidades e ter acesso a programas de bolsas (Prouni) ou financiamento de mensalidade (Fies). Os estudantes terão 5h30 neste domingo (17) para escrever a redação e responder a 90 questões de múltipla escolha (45 de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e 45 de Ciências Humanas e suas Tecnologias).

Até as 20h deste sábado (16), treze estados registravam alta nas mortes: AL, AM, GO, MG, MT, PE, PI, RJ, RN, RR, SE, SP e TO. Eles somam 3,1 milhões de inscritos no exame (54,25% do total).

Candidatos paraenses estão confiantes

Tecnica de enfermagem tenta vaga no curso do medicina, em Belém — Foto: Caio Maia 2 de 3
Tecnica de enfermagem tenta vaga no curso do medicina, em Belém — Foto: Caio Maia

Tecnica de enfermagem tenta vaga no curso do medicina, em Belém — Foto: Caio Maia

Uma das pessoas que optaram for ao local de testes e fazer a prova foi Tiviany Ataíde, de 37 anos. A técnica de enfermagem está desempregada e vai fazer o Enem para tentar uma vaga no curso de medicina. Ela conta que fez a preparação pro exame por meio de aulas online e livros didáticos, que ela possuía de exames anteriores. Apesar da dificuldade com os estudos, ela se diz confiante para a prova.

“Eu tenho três filhos. É complicado conciliar a família com as aulas, mas a gente tem que dar um jeito. Brasileiro sempre dá um jeitinho. Mas, apesar de tudo, eu estou bastante confiante. Acho que vou fazer uma boa prova”, conta.

Quem também está buscando conciliar os estudos com a família é a dona de casa, Lívia Nascimento, de 35 anos. Ela conta que terminou voltou às salas de aula recentemente, terminou o ensino médio e busca uma vaga no curso de administração. Apesar de estar motivada para a prova, ela conta que a preparação foi difícil, devido às aulas online e os problemas com a internet.

“Foi um pouco complicado, pelo fato de não ter as aulas presenciais. Principalmente onde eu moro, em Icoaraci, lá é mais complicado. Tenho wifi, mas as vezes pega, outras não. A gente vai se virando. Tem que conciliar com casa, filhos, marido, mas damos um jeito”, conta.

Aposentado busca vaga no curso de música, em Belém — Foto: Caio Maia 3 de 3
Aposentado busca vaga no curso de música, em Belém — Foto: Caio Maia

Aposentado busca vaga no curso de música, em Belém — Foto: Caio Maia

Mas, tiveram candidatos que dispensaram os métodos tradicionais de preparação. As aulas online ficaram de lado e foram tomadas pela preparação mental. O aposentado e poeta Antônio Sena, de 60 anos, decidiu voltar à sala de aula e tentar uma vaga no curso de música. Ele disse que, no Enem durante a pandemia, cuidar do emocional é o mais importante para se fazer uma boa prova.

“Eu me preparei como todos se preparado. Por conta da pandemia, ficamos em casa e acabamos absorvendo esse estresse causado pela doença. Nós sentimos a reação do que aconteceu. Mas, cada um ao seu jeito, encontrou a melhor forma de estudar. O sentimento de querer aprender moveu as pessoas nesse momento e todo mundo acabou se adaptando”, disse.