Pandemia e isolamento social afetam psicológico para o Enem, relata candidata em Ribeirão Preto

 Ribeirão Preto - Adriele Barbosa quer cursar Turismo, mas sentiu dificuldades na preparação para o Enem devido à pandemia — Foto: Pedro Martins/G1 1 de 1
Ribeirão Preto – Adriele Barbosa quer cursar Turismo, mas sentiu dificuldades na preparação para o Enem devido à pandemia — Foto: Pedro Martins/G1

Ribeirão Preto – Adriele Barbosa quer cursar Turismo, mas sentiu dificuldades na preparação para o Enem devido à pandemia — Foto: Pedro Martins/G1

A estudante Adriele de Lima Barbosa, de Ribeirão Preto (SP), relata que a pandemia de Covid-19 e o isolamento social afetaram o psicológico dela para os vestibulares.

Neste domingo (24), a candidata ao curso de turismo presta a segunda prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

“Foi muito difícil me preparar para o vestibular durante a pandemia. Toda essa questão das pessoas morrendo dá um choque na consciência e te deixa um mais ansioso. Você tem que ficar em casa, e isso afeta o psicológico dos alunos. Muitas vezes eu me peguei triste, ansiosa, porque eu achava que não ia passar porque ficava procrastinando. Muitos alunos sentem o mesmo”, diz.

Com 18 anos, e formada no Ensino Médio em 2019, Adriele participa do Enem pela terceira vez. No entanto, dessa vez, apesar da experiência de outros anos, encara as medidas sanitárias contra a Covid-19 como mais um adversário na prova.

“A máscara te deixa um pouco sem ar. A respiração fica meio abafada na hora da prova. Além do medo de contrair o vírus e passar para sua família”, afirma.

Não identificada com a área de exatas, a candidata encara, neste domingo, questões de matemática e ciências da natureza, prova que considera mais difícil do que a de domingo passado, quando o assunto abordado foi linguagens e ciências humanas, além da redação..

“Com a redação, eu fiquei muito ansiosa. Eu sabia de muita coisa sobre o assunto, mas acabei me embananando. Não sei se fui bem ou mal. Pra mim, hoje é mais difícil porque eu sou de humanas”, conta.