Fuvest 2021: candidatos de Piracicaba relatam questões ambíguas, 'pegadinhas' e 'física vilã' em provas da 1ª fase


Para candidato, prova foi difícil demais para ano cuja preparação foi prejudicada. Outros concorrentes relatam dificuldades nos estudos com a pandemia, que teve que ser à distância. Fuvest 2021: Movimento foi tranquilo na chegada dos alunos na Unimep em Piracicaba
Rafael Bitencourt/G1
Os 3 mil candidatos que participaram da 1ª fase da Fuvest 2021 em Piracicaba (SP), neste domingo (10), relataram que a prova trouxe questões ambíguas e algumas ‘pegadinhas’. Além disso, muitos falaram sobre a dificuldade de preparação por conta da pandemia da Covid-19. Segundo a organização, 310 candidatos deixaram de comparecer ao vestibular na cidade.
Os locais de votação no município foram a Universidade Metodista de Piracicaba (1.903 candidatos inscritos), Faculdade Anhanguera (1.224) e Colégio Objetivo (230 concorrentes).
Antes de começar as provas, os candidatos relataram dificuldades de se prepararem por conta da pandemia da Covid-19, que exigiu estudos à distância.
Lucas Martinelli Gadott, de 18 anos, que mora em Charqueada (SP), prestam Fuvest na Unimep (Piracicaba) para engenharia elétrica
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“Para complementar o EAD, estudei por conta própria. A pandemia atrapalhou”, afirma Lucas Martinelli Gardott, de 18 anos, que mora em Charqueada e prestou para engenharia elétrica.
Período de preparação para o vestibular, o fim de 2020 foi tão atípico que mudou o sistema de avaliação dos alunos que cursavam o ensino médio e estudavam para a Fuvest. “Foi a primeira prova escrita que fiz em quase um ano”, conta Bruno Tozzi, de 17 anos, candidato à vaga em jornalismo.
Movimento na Unimep pouco antes das provas da Fuvest 2021 em Piracicaba
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Os portões foram abertos às 12h e fechado às 13h. A entrada foi tranquila, sem correrias ou transtornos.
Medidas sanitárias contra a pandemia
Além da tensão das provas em si, os candidatos tiveram que lidar com novas regras sanitárias este ano por conta da pandemia de Covid-19.
Antes de entrar nas salas para o prestar o vestibular na Unimep, em Piracicaba, candidatos higienizam as mãos com álcool em gel disponibilizado pela organização
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Entre as regras para realização do vestibular com segurança, estava o uso obrigatório de máscara e abertura dos portões com antecedência de uma hora em relação ao início do exame, para evitar aglomerações na chegada.
As provas foram aplicadas em três instituições de ensino diferentes também. Nas salas, foi mantido um distanciamento de 1,5 metro entre as mesas de um candidato e outro. Outra mudança importante foi que o candidato não pode mais comer dentro sala e precisou se retirar para outro lugar para se alimentar.
Bruno Meireles, de 25 anos, de Piracicaba, presta para Psicologia na Unimep.
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Bruno Meireles, de 25 anos, presta para Psicologia na Unimep em Piracicaba. Ele avalia que as medidas contra a Covid-19, como a alimentação em outra sala, foram importantes.
“Dificulta para o vestibulando, mas é necessário. Tivemos álcool em gel em dois pontos na sala e toda vez que alguém levantava era pra se higienizar”, diz.
Para Eliza Pereira, de 19 anos, que tenta o curso de Ciências Sociais na USP, as medidas sanitárias deram segurança para realização das provas.
Fuvest 2021: Eliza Pereira, de 19 anos, faz provas para ciências sociais na Unimep de Piracicaba
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“Tinha pouquíssimas pessoas na minha sala, eu estava numa distância segura delas também, foi fornecido álcool em gel. Eu não me senti, em nenhum momento, mal em relação ao coronavírus. Foi uma prova tranquila em questões sanitárias”, conta.
Divergência sobre conteúdo
Neste domingo, a prova teve 90 questões de biologia, física, geografia, história, inglês, matemática, português e química, sendo algumas interdisciplinares.
Leonardo Siqueira, que fez a prova na Unimep em Piracicaba, achou as questões difíceis
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Na saída, concorrentes divergiram sobre a dificuldade do conteúdo. Leonardo Siqueira, de 17 anos e de Piracicaba, prestou para economia. Ele achou o conteúdo difícil.
“Estava difícil para o ano que a gente teve. Estudando só de forma online, a gente aprende menos”, diz.
Laís Moral, de 17 anos, que presta para Ciências Biológicas, elegeu o grande vilão, em sua opinião. “Física me matou”, brinca.
“Percebi questões de sentido ambíguo, bastante ‘pegadinha'”, afirma.
Laís Moral também teve dificuldades nas provas para a Fuvest neste domingo em Piracicaba
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Para Eliza Pereira, as questões de física e matemática foram as mais difíceis. “Mas esse ano eles deram uma aliviada em algumas questões, porque anteriormente, quando eu prestei a prova, achei um pouco mais difícil”, relata.
Natural de Piracicaba, Bruno Witnann, de 18 anos, prestou o vestibular para administração de empresas na Unimep. Ele destacou, entre os conteúdos, as questões de história do Brasil, genética e relacionadas a jogos de computador, que considera ter mais facilidade. “Foi mais fácil do que eu imaginava”, disse.
Natural de Piracicaba, Bruno Witnann, de 18 anos, prestou o vestibular para administração de empresas na Unimep
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