Após provas do Enem, candidatos relatam tranquilidade e respeito a regras contra Covid-19 no Recife

Roberto Lima fez prova do Enem neste domingo (17), no Recife, e relatou dificuldade em língua espanhola — Foto: Pedro Ales/G1 1 de 2
Roberto Lima fez prova do Enem neste domingo (17), no Recife, e relatou dificuldade em língua espanhola — Foto: Pedro Ales/G1

Roberto Lima fez prova do Enem neste domingo (17), no Recife, e relatou dificuldade em língua espanhola — Foto: Pedro Ales/G1

Os primeiros candidatos a finalizar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) começaram a deixar as salas por volta das 15h30. Na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no Centro do Recife, os relatos foram de tranquilidade durante a aplicação.

O estudante Roberto Lima, de 21 anos, disse que teve dificuldade com a prova de espanhol, língua estrangeira escolhida por ele durante a inscrição. Ele disse que todos os que fizeram a prova na sala em que ele estava cumpriram à risca as regras de prevenção à Covid-19.

“Foi tranquilo, só tive dificuldade em traduzir algumas palavras em espanhol. Todo mundo respeitou o uso de máscaras e, durante a troca, fizeram com calma, sob supervisão. Minha proposta de intervenção para a redação foi a realização de palestras sobre saúde mental”, disse Roberto, que pretende fazer faculdade de gastronomia.

O tema da redação do Enem 2020 foi “O estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira”. As redações são avaliadas de acordo com cinco competências, segundo o Inep.

A nota pode chegar a 1.000 pontos, mas há critérios que podem zerar a redação, como fuga ao tema, escrever menos de sete linhas, entre outros.

Cláudio Henrique Lemos, de 19 anos, também foi um dos primeiros a deixar o local de prova. Ele também disse que o clima foi de tranquilidade.

“Foi tranquilo. Ninguém tirou a máscara, ninguém demonstrou estar com sintomas de coronavírus, pelo menos na sala em que eu estava. Foi melhor do que eu esperava”, afirmou Cláudio.

Sâmara Nascimento fez provas no primeiro dia do Enem, no Recife, neste domingo (17)., e disse que enfrentou problemas com Covid-19 na família, mas conseguiu estudar — Foto: Pedro Alves/G1 2 de 2
Sâmara Nascimento fez provas no primeiro dia do Enem, no Recife, neste domingo (17)., e disse que enfrentou problemas com Covid-19 na família, mas conseguiu estudar — Foto: Pedro Alves/G1

Sâmara Nascimento fez provas no primeiro dia do Enem, no Recife, neste domingo (17)., e disse que enfrentou problemas com Covid-19 na família, mas conseguiu estudar — Foto: Pedro Alves/G1

Para Sâmara Nascimento, de 27 anos, a área de educação é a mais desejada. Ela chegou a cursar letras, mas na Paraíba e, por isso, foi impossível levar adiante a faculdade.

“Eu estudei em casa, vendo vídeos. Eu acho que não deveria ter havido prova, devido ao caos em que está o mundo. Minha mãe teve Covid, mas eu não tive sintomas. Se fui contaminada, fui assintomática. Por isso, não confio no fato de estar em sala com outras pessoas, mesmo que sem sintomas”, declarou a jovem.

Já para Kristyson Alpino, de 17 anos, o problema ocorreu antes mesmo de chegar ao local de prova. Ele mora no Janga, em Paulista, no Grande Recife, e precisou sair cedo de casa para chegar a tempo. Os ônibus, segundo ele, estavam lotados.

“Foi um desespero. É a primeira vez que eu faço Enem e cheguei aqui já numa situação dessas. Meu terceiro ano do ensino médio foi o pior da minha vida. Estudo no Colégio da Polícia Militar e tive apenas aulas remotas. Em meio a tudo isso, conclui”, disse.

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