Após buscar por terapia, candidata decide por fazer psicologia na faculdade

Após buscar por terapia, Elisângela faz Enem em Governador Valadares para tentar curso de psicologia — Foto: Nash Castro/G1 1 de 1
Após buscar por terapia, Elisângela faz Enem em Governador Valadares para tentar curso de psicologia — Foto: Nash Castro/G1

Após buscar por terapia, Elisângela faz Enem em Governador Valadares para tentar curso de psicologia — Foto: Nash Castro/G1

Elisângela da Silva Pereira tem 18 anos, é da cidade Marilac, a quase 60 km de Governador Valadares. Ela chegou em um ônibus que a prefeitura da cidade liberou para levar os estudantes até os locais de prova do Enem.

Aos 16 anos, após precisar de ajuda psicológica devido a um momento difícil na vida, Elisângela descobriu imediatamente o que queria fazer na faculdade: psicologia.

“Vou tentar psicologia e estou confiante que vou bem na prova do Enem para conseguir uma bolsa, pois não tenho condições de pagar uma faculdade e eu sei que é através do exame que eu vou conseguir”, disse.

É o primeiro ano que ela tenta e está muito confiante. Isso, porque, apesar da pandemia e da dificuldade com as aulas remotas, ela conseguiu se organizar e estudar como nunca fez antes. Segundo ela, no primeiro mês não quis estudar, no segundo começou a cair a ficha e, no terceiro, percebeu que o futuro só dependia dela mesma.

“As dificuldades foram só nos primeiros meses, porque a gente não está acostumado com o novo, mas a gente foi se adaptando e eu consegui mais do que eu esperava. As aulas presenciais nunca vão ser substituídas pelas virtuais. Estudei o ano todo e estou confiante, apesar de tudo”, contou.

Ela chegou no local da prova às 11h já com suas duas garrafinhas de água e os equipamentos de segurança contra a Covid-19.

“Trouxe a máscara, álcool em gel para me proteger, trouxe água que é muito importante, caneta que não pode faltar e a fé em Deus, também. Muita fé em Deus”, disse.

Ela vê nesse Enem a oportunidade de poder ajudar outras pessoas, assim como ela foi ajudada.

“Quando eu tinha 16 anos, eu procurei por ajuda psicológica. Foi uma fase difícil, porque eu nunca sabia o que queria da minha vida. Foi aí que acabei descobrindo o que queria fazer para o resto da minha vida. Ajudar as pessoas com a psicologia, assim como a psicologia me ajudou”, contou.

E o plano de carreira está todo na sua mente, mas o que ela quer mesmo agora é poder fazer uma prova tranquila e sem nenhum branco.

“Eu estou tranquila. Eu acho que estaria mais preocupada há um tempo. Eu estudei e seja o que Deus quiser”, finalizou.

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